Selic fica mais próxima de 14,25% ao final de 2025

Selic fica mais próxima de 14,25% ao final de 2025

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros para 14,25% ao ano reflete o cenário de alta inflação e a expectativa de novos aumentos nos próximos meses, impulsionados pela demanda aquecida e pela expansão fiscal.

De acordo com Ginne Siqueira Diniz, Superintendente de Investimentos da BB Previdência, o Banco Central já havia sinalizado em dezembro que o ciclo de altas levaria a Selic a pelo menos três aumentos consecutivos de 1 ponto percentual — e o movimento mais recente confirma essa tendência.

“Conforme a resposta dos índices de preços, o Banco Central pode decidir não elevar tanto a taxa nas próximas reuniões. A BB Previdência projeta a Selic no intervalo de 14,25% e 15%, com expectativa de um percentual mais próximo de 14,25% ao final de 2025”, explica Ginne.

Cenário econômico e impacto nos investimentos

A inflação registrada em fevereiro foi a maior para o período desde 2003, pressionada principalmente pelos aumentos nas tarifas de energia elétrica e nos preços dos alimentos — reflexo da crise climática na produção agropecuária e das exportações desse setor. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,06%, acima da meta de 4,50%.

O Boletim Focus projeta que a inflação encerre 2025 em 5,66% e 2026 em 4,48%. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também deve ser mais moderado, com previsão de alta de 1,99% em 2025, enquanto o dólar deve encerrar o ano em R$ 5,98.

Pressão externa e reflexos no mercado interno

Outro fator que impacta a economia brasileira é a manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, além das políticas tarifárias adotadas pelo governo americano.

“A taxa de juros elevada nos EUA pode desvalorizar o real, aumentando os preços de bens importados e pressionando a inflação. Já as políticas de tarifas podem gerar impactos incertos, afetando as cadeias de produção internacionais e influenciando o comportamento do dólar”, avalia Ginne.

Como a Selic pode impactar os planos de previdência

Para os investimentos administrados pelas empresas de previdência complementar, o cenário de juros elevados abre oportunidades na renda fixa, que tende a oferecer retornos mais atrativos.

“Taxas de juros elevadas tornam os títulos mais interessantes, mas a precificação desses ativos pode sofrer volatilidade no curto prazo, criando oportunidades para alocações estratégicas. Já a renda variável tende a enfrentar maior pressão, pois o custo de capital para as empresas aumenta, impactando sua competitividade e lucratividade”, explica Ginne.

Embora o cenário econômico exija cautela, ele também abre espaço para ajustes nas carteiras de investimentos. Segundo Ginne, a BB Previdência mantém uma estratégia de gestão ativa, alinhada às suas Políticas de Investimento, buscando mitigar riscos e maximizar retornos.

“O momento exige estratégia e atenção ao comportamento do mercado. A diversificação entre renda fixa e variável será essencial para aproveitar as oportunidades geradas pelo cenário econômico”, conclui.

Quer saber mais sobre o impacto da Selic nos investimentos e na gestão de previdência complementar? Acompanhe nossas análises e atualizações aqui no blog!

Fonte: https://bbprevidencia.com.br/blogbbp/educacao-financeira/selic-fica-mais-proxima-de-1425-ao-final-de-2025