Rentabilidade

CENÁRIO E MERCADO – Maio 2024

O mês de maio foi marcado por retornos positivos nos mercados de ações globais, com desempenho misto das commodities e uma leve desvalorização do real frente ao dólar. Por outro lado, o mercado interno sofreu bastante volatilidade, impactado pelas questões externas, pela maior incerteza no tocante à política fiscal e pela ata confusa do Comitê de Políticas Monetárias – COPOM que gerou incerteza sobre o comprometimento do Banco Central com o controle da inflação.

Cenário Internacional

Nos EUA, houve pouca alteração sobre o início e a intensidade dos cortes de juros este ano: o mercado continua esperando algo entre um e dois cortes de 25 pontos, em linha com a sinalização do Fed de que precisa de mais alguns dados de inflação para ter maior confiança de que o processo de desinflação continua em curso e reduzindo a necessidade de voltar a subir as taxas de juros.

Os movimentos têm sido ditados pelos dados econômicos e pronunciamentos do Fed, bem como pelos resultados surpreendentes das empresas americanas, especialmente aquelas ligadas à inteligência artificial, que levaram os principais índices acionários dos Estados Unidos a atingirem novos recordes.

A atividade industrial da China cresceu, em maio, no ritmo mais rápido em cerca de dois anos, com forte produção, indicando que a indústria permanece robusta em meio a políticas industriais de apoio. Foram divulgadas os PMIs de Manufatura em linha com o esperado, permaneceu em campo expansionista e avançou de 51,4 para 51,7, ante 51,6 esperado.

Cenário nacional

No Brasil, as expectativas de inflação passaram a ser o foco, à medida que os dados têm se deteriorado nas últimas semanas, o que acaba demandando uma postura cada vez mais conservadora por parte do Banco Central (BC).

Por conta disso, o mercado passou a precificar o encerramento do ciclo de corte da taxa Selic no atual patamar de 10,59%, e a embutir prêmios cada vez maiores nas curvas de juros nominal e real.

Este cenário mais desafiador para ativos de risco impactou negativamente tanto a bolsa quanto o câmbio, tendo ambos se desvalorizado.

Nas últimas semanas, houve uma deterioração das estimativas do mercado devido a vários fatores combinados, como a falta de ancoragem fiscal e a divisão do Banco Central com a proximidade do fim do ciclo de corte de juros, o que tem penalizado os ativos de risco de maneira geral. 

Na atividade, o destaque continua sendo o mercado de trabalho aquecido. Não apenas a taxa de desemprego caiu para 7,3% como a geração de empregos segue robusta.

Índices e Moedas

O Ibovespa fechou o mês com uma queda de 3,04%, o segundo pior desempenho do índice no ano. Em relação ao dólar, o real acumula uma desvalorização de -7,3% no ano.

O MSCI World, índice que mede o desempenho do mercado das empresas de médio e grande porte com presença global nos países desenvolvidos, registrou aumento de 5,64% no mês.

Ambos os índices: o IMA-B 5 e o IMA-B 5 fecharam positivos, em 1,05% e em 1,59% respectivamente.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,46% em maio, acelerando em relação ao mês anterior (0,38%). Esse resultado foi pressionado pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 0,62% na comparação com abril. No ano, a inflação acumulada é de 2,27% e, nos últimos 12 meses, de 3,93%

Desempenho

Diante desses cenários citados, a rentabilidade consolidada dos recursos administrados pela BB Previdência em maio de 2024 foi de 0,78%, ficando próximo da meta (INPC + 4,10% a.a.) que atingiu 0,79%. No ano, a BB Previdência  manteve seus retornos acumulados com um ganho consolidado de 1,52%, em um período em que o retorno dos títulos públicos indexados à inflação (IMAB 5+) foi negativo de -2,85% e o Ibovespa apresentou performance também negativa de -9,01%.

No mês, os segmentos Exterior e Renda Fixa tiveram melhores retornos, sendo 3,22% e 1,03% respectivamente.  O segmento de Renda Variável performou negativamente em -3,12%.

A BB Previdência continua trabalhando para manter a rentabilidade, buscando oportunidades de alocação para compor os portfólios dos planos administrados sempre considerando a visão de longo prazo de uma EFPC.

Fonte: BB Previdência